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sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Literatura,
Realismo,
Video Aula
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Vídeo Aula 2: O Realismo
Nessa segunda postagem da série "Vídeo Aula" iremos saber um pouco mais sobre o realismo.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Literatura,
Vinicius de Moraes
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(continuação) A vida do Poeta.

Em sua obra, o poeta expressa, com intensa angústia, a constante oposição entre matéria e espírito, da qual resulta a sensação de pecado. A existência terrena configura-se para ele como o caos, o abismo. Procura no misticismo a solução para esse embate. Esta é a visão de mundo predominante em O caminho para a distância.
Cinco elegias é a obra que marca a transição definitiva do misticismo para a realidade do dia-a-dia, nova fonte de inspiração de Vinícius. O mundo circundante oferece agora ao poeta não só a temática, mas a possibilidade de superação dos conflitos da primeira etapa de sua poesia. É o que se observa em Poemas, sonetos e baladas.
A linguagem se modifica, tornando-se mais coloquial, direta, ao mesmo tempo, o poeta recupera a linguagem clássica nos sonetos, considerados em conjunto como a melhor parte de sua poesia.
Soneto de fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Na trajetória de Vinícius, a linguagem grandiloqüente dos primeiros poemas vai aos poucos cedendo lugar à expressão mais acessível, mais próxima do cotidiano, mais comunicativa. Adicione-se a isso a inclinação musical do poeta e o resultado é previsível: a música popular torna-se o veículo de comunicação privilegiado. Primeiro, a bossa-nova inicial com letras intimistas e de "fossa". Depois, os afro-sambas - resultantes da parceria com Baden Powell - recuperando raízes culturais do Brasil. Finalmente, as múltiplas parcerias e variedades de temas.
Obras
Poesia: O caminho para a distância (1933); Forma e exegese (1935); Ariana, a mulher (1936); Novos poemas (1938); Cinco elegias (1943); Poemas, sonetos e baladas (1946); Livro de sonetos (1957); Novos poemas II (1959); O mergulhador (1965); A arca de Noé (1970).
Prosa: O amor dos homens (1960); Para viver um grande amor (1962) e Para uma menina com uma flor (1966) - crônicas.
Teatro: Orfeu da Conceição (1955); Pobre menina rica (1962) - em parceria com Carlos Lyra.
Para o vestibular fique ligado em: Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.

*Adaptado de http://www.culturabrasil.org/*
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Literatura
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" A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida"
Através dessa passagem musical de Vinicius de Moraes vamos falar um pouco do poetinha.
Carioca da Gávea, Rio de Janeiro (19/out/1913 - 9/jul/1980). Vinicius de Moraes ficou conhecido como poetinha pelo seu amigo, Tom Jobim. Era apreciador de um bom uísque e cigarro, ingrediente que não podia faltar parar fazer seus sambas e sonetos.
Ao longo de sua vida foi jornalista, poeta, dramaturgo, diplomata e claro, compositor. Desde o começo dos estudos se mostrou atraído pela poesia, estudou na escola Afrânio Peixoto no bairro do Botafogo(RJ) mas teve que se mudar para a Ilha do Governador em 1922 por motivos de doença com sua mãe. Lá estudou no colégio Santo Inácio onde teve seu primeiro contato com a música, compunha para um coral e as vezes fazia peças para o teatro da escola, concluiu o ginásio em 1929 e ingressou na universidade que hoje é chamada de Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na época, "Faculdade do Catete" lá conheceu alguns nomes importantes, "Otavio Faria, Haroldo e Paulo Tapajós". Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.
Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 50', Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma.
Vinicius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", em 25 de setembro de 1956. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 - época em que conheceu Tom Jobim (um de seus grandes parceiros) -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas. Na década seguinte, Vinicius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime.
Na noite do dia 8 de julho de 1980 Vinicius alegou cansaço e necessitava de descanso. Na manhã do dia 9 de julho foi encontrado pela camareira com dificuldade de respirar na banheiro. Toquinho e Gilda Mattoso (última esposa do poeta) tentaram socorre-lo mas era tarde, o Brasil tinha perdido a maior figura da boemia, o autor de tantas obras inesquecíveis que marcaram o mundo da música, e até hoje é lembrado quando se fala de samba com qualidade e poesia romântica.
Detalhes da carreira ficará para o próximo post,
Boa noite.
Carioca da Gávea, Rio de Janeiro (19/out/1913 - 9/jul/1980). Vinicius de Moraes ficou conhecido como poetinha pelo seu amigo, Tom Jobim. Era apreciador de um bom uísque e cigarro, ingrediente que não podia faltar parar fazer seus sambas e sonetos.
Ao longo de sua vida foi jornalista, poeta, dramaturgo, diplomata e claro, compositor. Desde o começo dos estudos se mostrou atraído pela poesia, estudou na escola Afrânio Peixoto no bairro do Botafogo(RJ) mas teve que se mudar para a Ilha do Governador em 1922 por motivos de doença com sua mãe. Lá estudou no colégio Santo Inácio onde teve seu primeiro contato com a música, compunha para um coral e as vezes fazia peças para o teatro da escola, concluiu o ginásio em 1929 e ingressou na universidade que hoje é chamada de Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na época, "Faculdade do Catete" lá conheceu alguns nomes importantes, "Otavio Faria, Haroldo e Paulo Tapajós". Graduou-se em Ciências Jurídicas e Sociais em 1933.
Em 1946, assumiu o primeiro posto diplomático como vice-cônsul em Los Angeles. Com a morte do pai, em 1950, Vinicius de Moraes retornou ao Brasil. Nos anos 50', Vinicius atuou no campo diplomático em Paris e em Roma.
Vinicius começou a se tornar prestigiado com sua peça de teatro "Orfeu da Conceição", em 25 de setembro de 1956. Além da diplomacia, do teatro e dos livros, sua carreira musical começou a deslanchar em meados da década de 1950 - época em que conheceu Tom Jobim (um de seus grandes parceiros) -, quando diversas de suas composições foram gravadas por inúmeros artistas. Na década seguinte, Vinicius de Moraes viveu um período áureo na MPB, no qual foram gravadas cerca de 60 composições de sua autoria. Foram firmadas parcerias com compositores como Baden Powell, Carlos Lyra e Francis Hime.
Na noite do dia 8 de julho de 1980 Vinicius alegou cansaço e necessitava de descanso. Na manhã do dia 9 de julho foi encontrado pela camareira com dificuldade de respirar na banheiro. Toquinho e Gilda Mattoso (última esposa do poeta) tentaram socorre-lo mas era tarde, o Brasil tinha perdido a maior figura da boemia, o autor de tantas obras inesquecíveis que marcaram o mundo da música, e até hoje é lembrado quando se fala de samba com qualidade e poesia romântica.
Detalhes da carreira ficará para o próximo post,
Boa noite.
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